Um dos destaques da natação feminina que disputou o Pan-Americano de Santo Domingo, em 2003, Mariana Brochado sofreu uma grande decepção no ano passado. Às vésperas do Pan do Rio, a nadadora perdeu sua vaga na competição e teve que assistir às provas pela televisão. Um ano depois, a atleta busca apagar a má lembrança. A partir do dia seis de maio, Mariana disputa o Troféu Maria Lenk, última seletiva para Pequim.- Estou super tranqüila. Sei que fiz a minha parte. Minha maior esperança é o revezamento 4 x 200m livre, já que nas provas individuais (200 e 400m livre) estou mais longe. Ir às Olimpíadas é muito mais difícil do ir a um Pan. Até por isso fiquei tão mal quando perdi a vaga no ano passado. Viver na cidade onde tudo estava acontecendo e não poder estar lá, foi bastante duro – revela.
Apesar do trauma, Mariana não recorreu a uma ajuda profissional para superar o problema. Deixou os psicólogos de lado e decidiu se apoiar nas pessoas mais próximas.
- Minha família e meus amigos me ajudaram muito. Não quis ir a um psicólogo porque queria enfrentar o problema sozinha. É das derrotas que a gente tira as melhores lições.
Durante o Pan, Mariana foi comentarista das provas de natação, no SporTV. Contudo, apesar de ter gostado da experiência, a nadadora prefere estar na frente das câmeras e não por trás delas.
- Foi muito legal. É fácil você comentar aquilo que vive no dia-a-dia. Mas eu percebi que ali não era o meu lugar. Eu queria estar era na piscina, disputando as provas.
Título de musa chegou a incomodarDevido à sua beleza, Mariana sempre foi intitulada como uma das musas da natação brasileira. Título que por algum tempo incomodou a morena.
- Quando voltei de Santo Domingo, só falavam desse título de musa e não das duas medalhas que eu ganhei lá. Isso me incomodava um pouco. Sei que isso abriu portas para mim, por ser um rostinho bonito com resultados. Com o tempo me acostumei. Afinal, quem não gosta de ser chamado de bonita?
Fonte: Globo Esporte




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