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Quarta-feira, 25 de Junho de 2008

Experiente, Salatta garante que não vai se deslumbrar com a Vila Olímpica

Aos 21 anos, Lucas Salatta está a caminho de sua segunda Olimpíada. Em Atenas-2004, aos 17 anos, o resultado obtido nas piscinas decepcionou: 19º lugar nos 400 metros medley. Quatro anos depois, o nadador já sabe como se comportar na Vila Olímpica, e também nos dias de competição, para evitar a queda de rendimento.

- Eu ficava deslumbrado com as belezas do lugar. Havia muitas coisas para fazer e os meus ídolos passavam ao meu lado. Essas coisas acabam desviando o foco e é natural que atrapalhe o desempenho. Hoje a história é diferente e nada disso irá me atrapalhar desta vez – assegura.

André Domingos, nos Jogos de Barcelona, em 1992, citou o mesmo problema e garantiu que vai orientar os atletas mais jovens sobre esta situação. O velocista, praticamente classificado no revezamento 4x100, está a um passo de participar de sua quinta olimpíada e soma duas medalhas na prova – bronze em 96 e prata em 2000.

- Quando eu cheguei em Barcelona, tinha tudo, era um parque de diversões, com fast food e todos aqueles atletas que a gente só via pela televisão. Agora, meu papel é orientar essa turma nova do atletismo brasileiro, que está indo pela primeira vez a uma Olimpíada, para não cair nessas tentações – explica o experiente atleta.



Salatta surgiu em 2004 como a nova promessa da natação brasileira, ao lado de Thiago Pereira, maior campeão pan-americano da modalidade em uma só competição.

- Eu tinha só 17 anos quando fui para a minha primeira olimpíada e hoje vejo que eu estava despreparado. Quando eu bati a mão na parede, sabia que tinha ido mal. Hoje eu quero fazer diferente e quero nadar por mim, para sair feliz da piscina – conclui Salatta.

Fonte: Globo Esporte

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